Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A cada olhar um pouso
uma aparição do que ouço
pela mão me traz a sombra
e o rasgo, um dorso do qual caio
dou por mim outro caminho.

1 comentário:

  1. %~
    "quase-carta em poemareia, à vista dos quin'tais"
    ~%



    Querido silêncio das dunas,

    Havia recostado o rosto e o resto
    n’areia, nessa de que é des'feito
    o em que se con'finda o
    quanto nos é - só? - a'parente.

    Senti rolar, duna acima,
    o cristal dos baguinhos. Olhei!
    Vi que ali estiveras, aqui
    como sempre: como se nunca…

    Olhei melhor, menos
    bem pois, e vi a vista
    para os quintais: os tais
    de que, como quem não é nada,

    te fazes tu, duna, de tudo luiza ...



    (beijo irmão. gratidão é nome de tudo que vemos em seu sublime nada)

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