o espírito escreve
sem que o gesto da grafia seja devido.
Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens. Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.
Digo-to por palavras, por pensamentos, por silêncios, por tudo e por
nada, por espera, por saudade, por raiva, por milagre, por mar, por céu,
por anjos, por anos e anos.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2020
Primeiro chama-me, depois apareço-lhe, e depois, aimeudeus, desaparecemo-nos.