o espírito escreve
sem que o gesto da grafia seja devido.
Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens. Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.
É nas folhas que se soltam da árvore da vida que nascem os rumos e os destinos do reencontro numa ininterrupta exactidão, a do zero, derradeira expressão primeira.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
o silêncio deste canto este choro de nascer vela que me segura a luz o dom de morrer
sexta-feira, 8 de maio de 2015
atraso as lágrimas por ti
que ainda não vieste.
sobre as
águas da represa as verdes rãs por entre as malhas do manto verde, as borboletas brancas pousam nas brancas flores das
couves, a sombra agora dourada como o sol, e o canto do cuco no adoçar da
gingeira, da figueira, da videira, do pólen.