Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



sexta-feira, 27 de agosto de 2010

















3 comentários:

  1. São os teus pés. Vão ficar azuis. Os teus pés estão em cima do Outrora. E isso conta-me uma história para trás do tempo e eu adormeço a murmurá-la. Mas esuqeço-me sempre de alguma coisa, porque até chegar ao Outrora a lentidão veste-se de tantas e tão demoradas estações. Esta estação é setembrina, a luz é azulada mas corre nela um vento de verão a despedir-se e as águas arrefecem. Sinto-lhe o frio quando vou atrás de ti.

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  2. Nestes pés estou eu. E no rosto a luz que acalenta os grãos. E em ti estou como Outrora.

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  3. Se há coisa que sei é que se chegarmos ao Outrora, chegaremos juntas. Sabemos isso desde o primeiro olhar e de tu teres soltado os cabelos para me leres com vista para os quintais remotos.

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