o espírito escreve
sem que o gesto da grafia seja devido.
Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens. Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.
a mulher de rosto ao céu, agora aos olhos as águas, descoberto o sonho, veste-se dele, despe-a ele, antes, antes de a noite a levar.
Primeiro
foi a explosão do areal e logo o mar em tempestade diluvial, veio o
abismo e a urgência da queda, foi a perda, foi a agonia e por fim o
choro. Não se imagina a luz, não se imagina.
| sonho 43 |
segunda-feira, 6 de maio de 2019
Antes de chegar aqui sonhei que estava neste lugar. Agora que aqui estou
é um outro lugar, um outro plasma, um outro véu. Este contínuo
desaparecimento