Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



quarta-feira, 22 de setembro de 2010


3 comentários:

  1. Que mais importará nas coisas? A textura de fundo, o fundo e a fundação, que lhes dá leito e recama, ou o contexto que lhes é pele, arrepelo e arrepio?

    Dizer que são ambas, é dizer o mínimo, parecendo dizer o mais.
    Dizer que é nenhuma é, além de dizer coisa alguma, dizer que coisa alguma é alguma coisa.

    Melhor o diz o silente olhar subjectivo da objectiva...

    Tanto pior, portanto.
    Por tanto.

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  2. Fui entrando pelas portas e subindo pelos corredores de luz. Quando saí vi que tinhas bordado neste chão duas flores de lã. Eu senti menos frio. As tuas mãos são de lã e eu sei disso.

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