Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



sexta-feira, 3 de setembro de 2010


2 comentários:

  1. Eu sou a que subo as escadas. A porta está aberta. Atrás dela estás tu bordando flores nos vasos para que eles não morram na escuridão dos dias que se aproximam. Eu canto. Há um verso que diz, como um refrão: "O tempo é a eternidade".

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  2. Tão bonito, Santiago.
    Enquanto bordo as flores, bebo na mesma reverência o chá de crisântemo branco para acompanhar a febre que me derruba para levantar. Respiro o aroma das maças reinetas que cozem ao lume. Levanto-me e abraço-te.

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