Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017


Quando o deito, o corpo é uma memória, um baú esculpido a cheiros e jóias entes e sangues; quando é o corpo que me deita, sou o lençol branco sobre o baú sacudido ao sol, passa-me o tempo, como se este tivesse sido um sintoma de abstinência de respirar ou estátua pulverizada.

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