Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017





Há uma presença na agonia desta manhã a reencarnar-se-me leveza que me obriga a enxergar na mais escura paisagem, lembra-me uma fome, ou um deus, retarda-me as cinzas e o levantar-me incrédula da cama para a novidade insuportável do dia, é que a luz tem claramente um lado negro. Parece estar destinada a tomar todo o seu tempo, para, como uma espada, me trespassar e desiludir-me o inferno. E eu rezo para que aponte ao plexo solar toda essa brutal pacificação. 


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