Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



terça-feira, 20 de setembro de 2016



Já estou a vê-lo,
páro,
Ó paaai !
Os sons propagam-se velozmente por estes e outros vales, todos eles fundados nas cristas das cordilheiras. Tenho esta visão de pro fundo.
O meu pai é atingido, e responde-me, Ei !
Levanta os olhos para cima, e vira-se à minha procura. Estou a 180° e uns anéis acima. Levanto os braços a acenar-lhe. Encontra-me e acena-me.
Vou descer, com vista para toda uma vida.

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