Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



terça-feira, 20 de setembro de 2016



Escrevo em noite. Escrevo medo. Vejo a noite do medo, o tremor da alma, a deriva do corpo. Vejo os anjos sentados ao meu lado, olham para mim, inexpressivamente serenos. Guardam-me e aguardam que me sente eu a seu lado. Olho para eles e choro compulsivamente na certeza de apenas poder ir ocupar o meu lugar, e vejo-me impotente, de uma solar impotência.


| Salto da gazela - Sonhos de uma curandeira |

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