Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



quinta-feira, 18 de agosto de 2016



Por ali andava o cavaleiro, esquecido das cinzas, o sítio era brisa e espera. A morte não se distinguia da véspera, o caminho não saía do mesmo lugar - como no paroxismo da sede num deserto em que todas as linhas do horizonte se tornam iguais ao ponto, prodigiosamente.
Isolda, Isolda.
O mais era poção de chuva suspensa.

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