Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



segunda-feira, 22 de abril de 2013


adentro-me no jardim, minha casa, minha casta
descalço-me junto ao cipreste
percorro todos os arbustos
beijo todas as flores
cheiro todos os odores
salto para este muro, sento-me junto à roseira
toco-lhe o cacho de rosas
e recordo a minha oração 
são rosas a minha oração, são rosas.

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