Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



sábado, 27 de abril de 2013

tua taça mãe! suma fonte 
última ceia, meu círio
chão de lajes guardadora
vestes de lua o escuro
fundas-me luz das trevas
toda a terra me jaz neste amor em que desabas
todo o súbito choro é meu santo clamor, 
cai a noite, sobre mim a aurora
- blimunda por dentro.

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