Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



terça-feira, 9 de maio de 2017



sonhamos fundos, escuros e mansos, de memória perdidos
acometidos silêncios acordam-nos corpo
e montanha
no cúmulo do sonho acendem-se-nos origens, cintilantes, da noite esquecidas
e, então, lembramos,
lembramo-nos,
o olvido.

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