Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Diamantes



acordo o morcego, há um disparo de luz que nos chega do céu da noite, corremos espantados por entre os troncos e árvores da floresta, abrem-se clareiras ante os nossos olhos, de um branco não suportável, caímos e fechamos os olhos ao gritar
estou numa gruta, prostrada, olho à minha volta, é um nicho de alquimista, cheira a suor de lobos, entra um falcão, cela a gruta, olha-me sabiamente, estou perfumada de cios, sinto o fôlego de vários fôlegos, em feroz ternura.


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Salto da gazela - sonhos de uma curandeira

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