Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



sexta-feira, 1 de julho de 2016



nebulosa, prenúncio de noite
eflúvio de luz
o diamante negro reverbera florestas, promontórios, falésias e enseadas,
alvorecem os precipícios,
o cristal fende
o corpo
vulcânico, o corpo
cinge
o mar, longínquo, as chuvas, douradas, as montanhas, pousadas, o tormento, unos
vazio,
o vazio
tinge.





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