Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



segunda-feira, 6 de junho de 2016



Ela já lhe ouve os cascos a revolverem o leito do rio, homem, vertiginal chama, nestes altos cerros os alecrins e os cardos, jóias perdidas e florescidas, fragas, musgos, o aguarda. Os húmidos desventram-lhe as trevas, a entrada na cela, anuncia-lhe o corvo a hora, ela ajoelha-se, atrás de si o chegado, salivante, hálito quente, toma-lhe o colo e morde-a ! , pó luz abismo, transfigurados, as rosas.


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