Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



sexta-feira, 19 de junho de 2015


baleias, oh anciãs da primordial caverna.

terça-feira, 16 de junho de 2015



na ilha escura do ancestral nascer
cintilam submersas vidas
auréolas nas marés de nuvens.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

tudo progride para a dissolução.


o mar cogita o sol nas dunas
agita a crista das espigas
aventura o céu nos fundos,
nas brumas, vivos defuntos.

sexta-feira, 12 de junho de 2015



No céu, o alpendre e o cajado
joelhos ao solo, oração do corpo,
na pele, sua, asas de rainha nua.

quinta-feira, 4 de junho de 2015