Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020



Digo-to por palavras, por pensamentos, por silêncios, por tudo e por nada, por espera, por saudade, por raiva, por milagre, por mar, por céu, por anjos, por anos e anos.


terça-feira, 16 de abril de 2019



todos os céus, todos os pássaros, os anos de cela, os anos de ti, a espera, o morrer, a cada amanhecer me desconheço








beijo esta pedra


terça-feira, 19 de março de 2019



é do anseio de sombra que irradiamos como ruínas majestosas a desaparecer ao drama da luz

quinta-feira, 2 de junho de 2016


alvuras cobrem as verdes algas como o sol guarda a sombra e as mãos as esculturas dos mares do corpo ante o oceano, o vento, as conchas, os pássaros e a nós, auréolas de navios que passam ao largo para jamais distantes.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016



húmida noite, o mar vindo, névoas e silencio,
idos passos aqui, na pele jazem sonhos de nós,
nus beijos ante o céu de fundos véus, nossos clarões. 



terça-feira, 6 de outubro de 2015


mar, mar, veio primal, o sal a mar, 
o mar, da terra o entoar, corpo areal, costa, crosta, gruta
ondas, a coroa, jóias, penas, barcos e sonhos de lonjura
pés nos grãos de areia, pêndulo e sol, números,
e os pássaros.




segunda-feira, 15 de junho de 2015


o mar cogita o sol nas dunas
agita a crista das espigas
aventura o céu nos fundos,
nas brumas, vivos defuntos.