Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020



Digo-to por palavras, por pensamentos, por silêncios, por tudo e por nada, por espera, por saudade, por raiva, por milagre, por mar, por céu, por anjos, por anos e anos.


terça-feira, 3 de julho de 2018



O mar já embala a pele da serpente, veio buscá-la às areias para as águas cristalinas, num sonho indefinido.

quarta-feira, 10 de maio de 2017



Vénus prostrada, corpo deitado ao fragor da sombra, febril, os olhos abrem as cortinas sobre a montanha, ali no cume, onde o gelo ao sol promete o cair das lágrimas e o regresso das árvores, das flores, das fontes e dos pássaros, trémulos e doces os lábios no bramir-lhe a lua.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

sexta-feira, 16 de agosto de 2013


deserto descoberto, a pele derradeira
corpo nu, olhar sem fronteira
destino, as dunas, o tempo
morrer, a saudade, íntimo ao vento.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Sacrificar a insanidade 
e rejubilar na tempestade da compreensão impossível
- paisagem secreta.