Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



segunda-feira, 27 de julho de 2015


negro luminoso na renda do fado,
ferida ao céu, tesouro desferido,
sete amores batidos a mar, soluçar antebaptismal, anjos no canto do oceano, 

partido o ovo abóbadas erguidas, círios acesos, bastão esculpido,
o pórtico chama, o átrio clama, a solo a ama.

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