Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

penhamata

no imo do cimo o magma da bem amada
emana, irmana o perfume de cedros e montanha
na pele as rosas e os musgos
o fado a chama, a chamada
os melros, os cerros, e a montada
na lunação do véu uiva a aurora,
a sede, acende, ascende, nascente.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Todos os dias o melro mirava-se ao espelho, demorava-se a cantar.
Um dia, ao pintar o bico de vermelho, caíram-lhe as penas. Riu-se.
Riu-se tanto que acordou.
Naquele arbusto pendiam bagas vermelhas.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Deram-se as mãos, abriram-se vales, irrompeu a montanha.




sexta-feira, 9 de dezembro de 2011