Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



sexta-feira, 20 de outubro de 2017



| húmus |

num certo tombar do sol, numa certa cidade de sol, numa certa cidade de anjos, penetrou no coração da árvore da vida a anunciação da queda de duas folhas, uma graça, foi na exacta hora em que os dois olhares antigos cruzaram a estrela que esta lhes retribuiu luminosa o solo de uma floresta, de onde partiram juntos de mãos vazias e acarinhadas para as suas terras lunares, a estrela circulou-os em todos os seus cantos, santos, plantas, odores, águas, cumes, ruínas, feridas,
nus,
nus.

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