Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



sexta-feira, 24 de março de 2017



Artemisa quebra-se agora,
quente como se acarinhasse as hastes de um veado ou os ramos de muitas árvores, olhar cintilante,
sonha as pernas pelos areais e falésias ao redor dos polens da lua do sal da nua pele, as ancas; sonha aos ventos o azul, o canto do tempo de cima a baixo, sonha os pés suspensos na maré e no chão, e os lábios em segredo aos anjos pela boca de Hermes.


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