Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



terça-feira, 23 de dezembro de 2014



na manjedoira celeste, em sempiterno presépio, a adoração, ígneas coroas luzem da estrela nascente, núncio do ventre original, oh humores ancestrais, anjos, animais, plantas, terra, águas baptismais, a virgem e o sal, em nossos pés a promessa do altar, Pai-amor, Pão-nosso.



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