Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



domingo, 19 de agosto de 2012

escuto
na vadiagem da manhã
minha montada
as pedras da calçada
sob o céu azul, luminoso
lacrimoso
na penumbra a minha sina
minhas mãos
do barro a cúpula erguida
minha espada na rocha
- canta o galo ao canto do cisne, 
doce tremor

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