Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



terça-feira, 22 de março de 2011

passo a mão pelo rosto
e neste gesto por rostos de outros tempos
não passados nem vindouros
como se não seja eu quem agora esteja a ver
ou sendo eu quem vejo não seja a mim que veja

quarta-feira, 16 de março de 2011

em fogo ouramos
por negros degraus tecemos alvuras
e ao silêncio de vestais chuvas
nos desprendemos em terras rubras.

quarta-feira, 9 de março de 2011

São as experiências não passíveis de memória que nos relembram o Imemorável.

terça-feira, 8 de março de 2011

entra meu amigo
não mais te imponho a venda que agora desaperto e te cai
para que (me) possas ver
e eu te veja a ver
o que se (me) ilumina ante o teu amoroso olhar.