Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

braço, berço, balouço
desces de tua casa,
que espreitas minha vera?

desço desço, sim
suo,
alta vai a noite
nasce-me uma fome
uma fome, de perigo
de um doce perigoso - geme a pantera.

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