Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



terça-feira, 30 de agosto de 2011

Nos claustros desaparecidos




Irmãos,


aos vossos junto meus passos evanescentes


a vossa oração


em peito aberto


um canto em meu coração eco


nas vossas pedras o meu desenho


rasto no deserto


nos vasos de romãs o tesouro a descoberto.



( Catedral de Toulouse )




2 comentários:

  1. Paráfrase que nos indesaparece:

    Evanesce claustral a tua palavra no bordado de romã das colunatas, e é no gasto das pedras da descoberta, edificando o peito em seus ecos de em-canto, que fruto e seu tesouro cantam da prece o seu silêncio, no deserto então aberto ao rasto que nos irmana.

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