Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



quarta-feira, 21 de março de 2012

Os outonos aguardam o final do verão
nas árvores fulgura o silêncio da semente
soprarão ventos, cairão frutos
as copas serão vistas dos reversos
e vai tocar, vai soar, sim, a soledade
ao expirar do primeiro alento – missiva de delfos à filha, antes de mais.

terça-feira, 6 de março de 2012

No sangue se abrigam vastas origens.