Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



segunda-feira, 29 de outubro de 2012

é noite e o pássaro não dorme
da longínqua aura um regresso
ao irrompido silêncio
o pássaro não dorme
cinge o fundo, a pausa, o fôlego.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

. em todos os lares
há céus que abrem janelas
vozes regressadas, visitas douradas
alimento, 
tormento,
amor, 
partidas e promessas. de anjos.

( à nossa Penélope desaparecida )

sexta-feira, 12 de outubro de 2012




estátuas ao sol
aguardamos mares, marés, partidas
tempestuosos caudais
sem velas, redes, verbo e segredo 
somos sal, corpo, vagar
corpo e vagar
ante a cruz tumular, o céu, o altar.

in Catedral de Barcelona