Vénus prostrada, corpo deitado ao fragor da sombra, febril, os olhos abrem as cortinas sobre a montanha, ali no cume, onde o gelo ao sol promete o cair das lágrimas e o regresso das árvores, das flores, das fontes e dos pássaros, trémulos e doces os lábios no bramir-lhe a lua.
Luíza Dunas (Luísa Sousa Martins) nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.
Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.
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quarta-feira, 10 de maio de 2017
Vénus prostrada, corpo deitado ao fragor da sombra, febril, os olhos abrem as cortinas sobre a montanha, ali no cume, onde o gelo ao sol promete o cair das lágrimas e o regresso das árvores, das flores, das fontes e dos pássaros, trémulos e doces os lábios no bramir-lhe a lua.
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terça-feira, 9 de maio de 2017
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
sexta-feira, 25 de março de 2016
in extremis
Filho !
benze a virgem seu vinho, púrpura paixão, amor,
chaga florescente, a poda
cai o céu !
Maria suspensa ante o rapto fogo santo.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
sábado, 27 de julho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
nascimento
e morro
todo o amor sem adiamento
agora e no soçobro
respiração a pleno intento.
e morro
todo o amor sem adiamento
agora e no soçobro
respiração a pleno intento.
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quarta-feira, 8 de maio de 2013
à flor da pele
as rendas da combinação
corpo que se verte para o branco leito
a doçura na face na almofada ao pousar
o sono, divino, a partida
o culto do despertar.
as rendas da combinação
corpo que se verte para o branco leito
a doçura na face na almofada ao pousar
o sono, divino, a partida
o culto do despertar.
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