Luíza Dunas (Luísa Sousa Martins) nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



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sexta-feira, 25 de março de 2016

in extremis



Filho !
benze a virgem seu vinho, púrpura paixão, amor,
chaga florescente, a poda
cai o céu !
Maria suspensa ante o rapto fogo santo.



quinta-feira, 28 de janeiro de 2016



húmida noite, o mar vindo, névoas e silencio,
idos passos aqui, na pele jazem sonhos de nós,
nus beijos ante o céu de fundos véus, nossos clarões. 



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

calor, o outono desembrulha ao vento o ouro das árvores,
fado entorno, nudez do corpo, amor, húmidos e fogo
doçura, paixão e desprendida.




terça-feira, 23 de julho de 2013

no athanor, a egrégora
o sopro no fogo, a amalgama
a operar num só, todo, fundo e evanescente corpo o jamais tempo .
meus Irmãos !