Luíza Dunas (Luísa Sousa Martins) nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

 

| da Quaresma/Alquimia |
 
Há uma bruma emergente que chama ao louvor nocturno para contemplação das penas nas pendulares encruzilhadas, e logo o halo quente do centro no coração bate a hora natal imemorial. Das águas vivas a Palavra, essencial, uma vez eterna, sempre eterna, canta, invicta, no tempo, o corpo e as cinzas e o ouro.
Em Nome.

 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013


deserto descoberto, a pele derradeira
corpo nu, olhar sem fronteira
destino, as dunas, o tempo
morrer, a saudade, íntimo ao vento.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O corpo reconhece o amor original.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012




estátuas ao sol
aguardamos mares, marés, partidas
tempestuosos caudais
sem velas, redes, verbo e segredo 
somos sal, corpo, vagar
corpo e vagar
ante a cruz tumular, o céu, o altar.

in Catedral de Barcelona