Luíza Dunas (Luísa Sousa Martins) nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



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quarta-feira, 10 de maio de 2017



Vénus prostrada, corpo deitado ao fragor da sombra, febril, os olhos abrem as cortinas sobre a montanha, ali no cume, onde o gelo ao sol promete o cair das lágrimas e o regresso das árvores, das flores, das fontes e dos pássaros, trémulos e doces os lábios no bramir-lhe a lua.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

que sede, 
sede imortal, sede de morrer, 
sede deste mar, sede do areal, 
que sede de me impregnar, dessedentar vasta, vasta, vasta !

sexta-feira, 22 de março de 2013


botão desta flor
grávida semente da semente em flor
pedaço de terra todo o amor
mulher, nu corpo, maríntimo
mênstruo, o perfume, o nicho
rio corrente do imperecível 
- contemplação d'amortal