Luíza Dunas (Luísa Sousa Martins) nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



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sexta-feira, 16 de agosto de 2013


deserto descoberto, a pele derradeira
corpo nu, olhar sem fronteira
destino, as dunas, o tempo
morrer, a saudade, íntimo ao vento.

sábado, 22 de junho de 2013

parto na procissão matinal dos ventos,
sob a neblina o imponderável rumo
a solo, em unas areias, deserto meu.

segunda-feira, 22 de abril de 2013


noite na estrada
cavalos correm, rostos vermelhos, troncos nus
no deserto o poço
húmidos chãos, feridas mãos
no canto dos pássaros nocturnos o som uterino,
ao grito avistam-se as brumas, salta a gazela.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

que sede, 
sede imortal, sede de morrer, 
sede deste mar, sede do areal, 
que sede de me impregnar, dessedentar vasta, vasta, vasta !