Luíza Dunas (Luísa Sousa Martins) nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



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segunda-feira, 4 de julho de 2016


Olhos na crista da falésia, na escarpa vigilantes, fixam as quedas do abismo, o cheiro de sangues nos interstícios das ruínas, areais levados pelas marés, aqui os pássaros, guardam entre as vozes dos tempos o entoar do mar, a canção das perdas e dos vendavais, e mandam as correntes aos sonhos do azul, para ti, de novo em mim, contra os rochedos e o céu, corpos assombrados da luz, bálsamos de algas, mãos, as tuas mãos, os pés, os meus pés, de regresso, a cavalo.


quinta-feira, 2 de junho de 2016


alvuras cobrem as verdes algas como o sol guarda a sombra e as mãos as esculturas dos mares do corpo ante o oceano, o vento, as conchas, os pássaros e a nós, auréolas de navios que passam ao largo para jamais distantes.


terça-feira, 6 de março de 2012

No sangue se abrigam vastas origens.