Luíza Dunas (Luísa Sousa Martins) nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



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quarta-feira, 2 de março de 2016



acorrenta-me a serra. acorrenta-me à serra.


terça-feira, 15 de dezembro de 2015



a loba cheira os musgos da montanha,
na cópula a nebulosa estelar, árvores caídas
agreste soberania dos céus, das terras, das águas, do cio,
anjos nos odores e vertentes, os nus dos vales e torrentes.


sábado, 14 de novembro de 2015


inclinam-se as árvores,
a montanha penetra as sombras
húmidos verdes dourados sob o azul outonal
encantado mato, as heras, os penedos, os musgos, os trilhos das chuvas.

terça-feira, 3 de novembro de 2015


Todos os obstáculos apontam caminhos.