Luíza Dunas (Luísa Sousa Martins) nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



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segunda-feira, 23 de julho de 2018



primeiro há o som, dentro, depois vários sons que sobem e se reúnem ao centro e se juntam corpo, é quando dou por mim, e, no meio de inúmeras e conectadas consciências, abro os olhos.

terça-feira, 3 de julho de 2018



o tempo Aparece-me, surpreende-me numa inocência de espírito, para me levar às mutações, quero dizer, aos tutanos plásmicos das tessituras, quero dizer, ao tremendamente magistral corpo, desfere-me as transcendências de qualquer angústia a que me converto, desprende-me as alegrias.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015


Aura lunar, o halo da medula
céus e paixão, respirar.


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Sideral, o corpo, eco e penumbra.

terça-feira, 6 de outubro de 2015


mar, mar, veio primal, o sal a mar, 
o mar, da terra o entoar, corpo areal, costa, crosta, gruta
ondas, a coroa, jóias, penas, barcos e sonhos de lonjura
pés nos grãos de areia, pêndulo e sol, números,
e os pássaros.