o espírito escreve
sem que o gesto da grafia seja devido
Luíza Dunas (Luísa Sousa Martins) nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens. Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.
Do átrio e pelo ádito prossegue o jardim, passos sob o éden no transepto a dor, dourada, adorada flor perfume da espiga, pão em altar sangue em corpo, insigne, sacro.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
a semente do céu
à terra cai no primo ventre a raíz no húmus se entronca o gesto para o alto, os frutos do céu- religação