na improbabilidade se ajustam contas
Luíza Dunas (Luísa Sousa Martins) nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.
Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.
Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.
quarta-feira, 13 de novembro de 2019
terça-feira, 5 de novembro de 2019
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
reapareço no corpo, o movimento é inicialmente o de uma vastidão a condensar-se, sem se distanciar ou romper
a consciência, não eu, observa-se a estreitar-se, a penetrar-se de uns sentidos, a habitar-se de uns tempos, plásticos, fluidos, que aparentam ser intransponíveis apenas para darem passagem
a outros tempos
| acordar é uma maneira de falar |
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
terça-feira, 1 de outubro de 2019
terça-feira, 24 de setembro de 2019
segunda-feira, 16 de setembro de 2019
terça-feira, 10 de setembro de 2019
terça-feira, 6 de agosto de 2019
segunda-feira, 22 de julho de 2019
Tive
a sensação nos lábios do beijo na tua pele, pensei que sonhava
acordada, afinal eu estava acordada no sonho, encostada a ti, olhávamos o
céu; sussurraras-me junto ao ouvido esquerdo que tinhas lançado as
cinzas em cima da cama, o soar do teu coração tocava todo o meu corpo,
disse-te que as cinzas na cama me pareciam um altar da fénix.
| sonho 30 |
| sonho 30 |
quinta-feira, 18 de julho de 2019
Havia dias em que sabia que o olfacto lhe ía matar a inocência, benzia-se antes de sair de casa, os cheiros levavam-na a limiares, apareciam-lhe mundos inquestionáveis, desaparecia de um e de outro em redemoinho, uma angústia.
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amor,
inconsciente,
luz,
sombra
quarta-feira, 17 de julho de 2019
segunda-feira, 8 de julho de 2019
o Tempo, e voltar
Antes de abrir os olhos eu não estava aqui. Voltar aqui foi uma subida, pelo escuro, primeiro surgiu um som, depois uma imagem que veio pelo som, depois o corpo, o meu, e logo a onda do mundo me voltou onde sou particularmente animada. Observo que o mundo progride do som ao corpo, e finalmente à luz, e que aparece e desaparece, que sobe e desce, que abre e fecha, que do escuro se faz luz e vigilante o sono, que da indiferenciação brota a diferença. O mundo será o mito ou o símbolo desse destino de onde se cai para se voltar, que nunca se perde. O tempo é-nos recobro do espanto de nos vermos invisíveis ou, o que é dizer o mesmo, mortais.
O que aconteceu e não aconteceu para eu voltar. No momento em que o mundo me volta torno-me submundo, entrecortada a luz, e sei, quando desescurecida, que voltei a cair, que não sou de aqui e nem de além, e nesta inquietação me sossego.
terça-feira, 18 de junho de 2019
sexta-feira, 7 de junho de 2019
segunda-feira, 27 de maio de 2019
segunda-feira, 6 de maio de 2019
quarta-feira, 24 de abril de 2019
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