O lugar do corpo
Aproxima-te do teu corpo,
vem, fica mais perto
escuta só, mais de perto,
agora mais,
estás quase quase a sair do lado de fora, mais um pouco,
pronto, agora pára, pára agora.
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
a arte de morrer sentado
Anunciação
do ventre primordial és herança
em tua voz no tanger dos silêncios a dos avós
pai e mãe teus irmãos
filhos teus anciãos
és no coro corrente sem história nem presente
a tombar do perecer que te dá o nascer
no rosto mil rostos
no corpo um só sopro
és no coração a im per ma nên ci a
senta-te
no fundo e à margem do murmúrio tangente,
no canto o espelho, o mensageiro
e a saudade que em longe e abraço se mata.
O que morre desperta-te.
senta-te
em tua morada anunciada.
Anunciação
do ventre primordial és herança
em tua voz no tanger dos silêncios a dos avós
pai e mãe teus irmãos
filhos teus anciãos
és no coro corrente sem história nem presente
a tombar do perecer que te dá o nascer
no rosto mil rostos
no corpo um só sopro
és no coração a im per ma nên ci a
senta-te
no fundo e à margem do murmúrio tangente,
no canto o espelho, o mensageiro
e a saudade que em longe e abraço se mata.
O que morre desperta-te.
senta-te
em tua morada anunciada.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Antepassados oradores
Na serra perdem-se os caminhos
saltam-se muros
pelas pedras avança o rio
que é o céu correndo destinos
por entre musgos e minérios
as árvores são outonos
no coração o tesouro
de falos em flor os patronos
no templo, forno, gruta, anta
se alquimizam rostos sem rasto
a escuta dá-lhes o negro e o abrigo
e no denso nocturno cada gesto é oração
e do fundo onde é fundo irradia o Abismo.
(Convento dos Capuchos, ao entardecer)
Na serra perdem-se os caminhos
saltam-se muros
pelas pedras avança o rio
que é o céu correndo destinos
por entre musgos e minérios
as árvores são outonos
no coração o tesouro
de falos em flor os patronos
no templo, forno, gruta, anta
se alquimizam rostos sem rasto
a escuta dá-lhes o negro e o abrigo
e no denso nocturno cada gesto é oração
e do fundo onde é fundo irradia o Abismo.
(Convento dos Capuchos, ao entardecer)
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