Guardar na escrita, como num abrigo, suspiros e suspeitas ao vento,
maravilhas da solidão no deserto estranho do próprio íntimo a ser percorrido.
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Claustro
Ardem-te os olhos de fogo e adeus
o que derramas é da coroa
o que te cobre rosas vermelhas, ao mais fundo vale dos silêncios,
leito, sangue e hóstia no teu íntimo e único sacrário.
Ouras no templo, cálice, cripta
és o arquitecto, a espada, a cruz e a pena
e és virgem, viúva e benta.
Secreta na solidão as rosas ofereces
és a saudade na espiga
és o claustro,
e nos oito raios perdida te reencontrarás Pomba.
(Claustros da Catedral de Salamanca, ao entardecer)
Ardem-te os olhos de fogo e adeus
o que derramas é da coroa
o que te cobre rosas vermelhas, ao mais fundo vale dos silêncios,
leito, sangue e hóstia no teu íntimo e único sacrário.
Ouras no templo, cálice, cripta
és o arquitecto, a espada, a cruz e a pena
e és virgem, viúva e benta.
Secreta na solidão as rosas ofereces
és a saudade na espiga
és o claustro,
e nos oito raios perdida te reencontrarás Pomba.
(Claustros da Catedral de Salamanca, ao entardecer)
iniciação
despe o manto em que escreves a vida
e volta-te.
prosseguirás sem leitura;
devolvido à nudez cantarás a lança disparada dos sonhos
e o uivar dos lobos nas noites, cheias, de sombras;
desvelarás as plumas.
onde sobrevoares aterrarás,
o teu olhar atravessará tudo o que vê
penetrarás tudo o que tocas
e nessa travessia não saberás regresso.
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