Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



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quinta-feira, 18 de julho de 2019


Havia dias em que sabia que o olfacto lhe ía matar a inocência, benzia-se antes de sair de casa, os cheiros levavam-na a limiares, apareciam-lhe mundos inquestionáveis, desaparecia de um e de outro em redemoinho, uma angústia.

terça-feira, 19 de março de 2019



é do anseio de sombra que irradiamos como ruínas majestosas a desaparecer ao drama da luz

segunda-feira, 27 de junho de 2016



a escrita sinistra secreta-me, dou a mão ao vulto que me esconde, subliminal irrompe-me, irrompe a floresta na sombra sobre as águas, o sol esbate-me o corpo, as lágrimas são violetas, e a banda passa.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014


ao amanhecer raia a sombra 
silente musical é nas árvores jangada, 
é nas pedras templo, nas conchas fundo, nos lírios campos,
e é em mim descoberta.