Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020



Digo-to por palavras, por pensamentos, por silêncios, por tudo e por nada, por espera, por saudade, por raiva, por milagre, por mar, por céu, por anjos, por anos e anos.


quinta-feira, 28 de março de 2019



'Ela


terça-feira, 3 de julho de 2018



O mar já embala a pele da serpente, veio buscá-la às areias para as águas cristalinas, num sonho indefinido.

sexta-feira, 9 de junho de 2017



Destilação




ela levava ao voo os infernos, à dança da virginal matéria, depois de a perderem nas águas o escriba e as penas, apenas fatal o desassossego. 



segunda-feira, 5 de outubro de 2015

calor, o outono desembrulha ao vento o ouro das árvores,
fado entorno, nudez do corpo, amor, húmidos e fogo
doçura, paixão e desprendida.




quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Tudo em pausa no sol do equinócio. Só o caniçal dança. E a criança.



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

no azul sem fim
de uma nave a flutuar
ouço uma voz a chamar ( será por mim? )

no alambique eu vou entrar
pelo fogo vou subir
( a lua e o sol a murmurar: 
vem para fora de ti, mas não saias d’aqui )

e o alambique a oscilar
em partículas de amor me sinto no ar
para logo me destilar e voltar a mim, aqui,
que do azul afinal nunca saí 
re-voltada a cauda mordi porque do mal não sou
nem o bem me assomou, sou una
sou cinza, fénix de novo
sou amor, soror.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

na procissão do sol, a concha, os fluxos
das trevas, pérolas, derramam luxos.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

ar, fumo, o espírito
em carne negrume luminescente
brancura a dor, o dom
fogo mudo, fogo tudo, ouro, ouro
o ouro.

terça-feira, 23 de julho de 2013

no athanor, a egrégora
o sopro no fogo, a amalgama
a operar num só, todo, fundo e evanescente corpo o jamais tempo .
meus Irmãos !

sábado, 22 de junho de 2013

abisma-te no solstício
em suspensão ante a estrela
o céu anuncia sem iludir 
o crescendo da noite por ti vai subir.
No vale das oliveiras chora a pobre menina das minas de ouro.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

o corpo nas mágoas o decanto 
hóstia em negras florestas
no peito o leito do cálice derramado
prenhe d'amor meu pranto.

quarta-feira, 8 de maio de 2013


eis a filha da terra em pleno solo a noivar
eis o cuco, o cucar, a formiga, o grilo
a lagarta, a joaninha, a aranha a entear
em todo este chão de ouro um pouso solar
leito, húmus, na gestação de maio, de maria
humedecido o ventre, amante cobrir da semente
eis a floração do fruto anunciado
o gemido universal, sacramental
na mais bela assunção do verbo
- desMaio

segunda-feira, 29 de abril de 2013

nos quatro braços
a velada rendição 
sob o véu negro, paixão a coberto
branca nudez
púrpuras preces.

segunda-feira, 25 de março de 2013


Toda a elevação se sublima na descensão.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

no fogo solsticial, a suspensão em pleno, contigo, irmão sol
lavas-me,
estendes-me o rubro fruto
e anuncias-me a subida pelo ventre da montanha, 
os fundos douro.