Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



quinta-feira, 13 de julho de 2017



Ela entrava no mar, a ondulação convergia para si de todos os lados, as várias correntes puxavam-na pelos tornozelos, as ondas não rebentavam, mantinha-se de pé com dificuldade, mas avançava, prometera imergir, virou-se de costas e largou-se, a rir, para das águas se cobrir. As ondas cresceram, do areal uma voz chamou-a, ao erguer-se o mar era um longo manto que trazia sobre os ombros. Chegada ao areal sentou-se a olhar os pés, e começou a cantar, era uma canção de Aquiles a cantar Hermes.
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Salto da gazela - sonhos de uma curandeira

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