Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



sexta-feira, 25 de março de 2016

in extremis



Filho !
benze a virgem seu vinho, púrpura paixão, amor,
chaga florescente, a poda
cai o céu !
Maria suspensa ante o rapto fogo santo.



terça-feira, 22 de março de 2016



luz à terra de luz, espírito santo na seta ao peito
o tremor das cinzas, o cálice, beijo teus pés.

quarta-feira, 2 de março de 2016



acorrenta-me a serra. acorrenta-me à serra.