Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



sábado, 31 de outubro de 2015


samhain

é na morte a vida de todos os céus
antepassados, oh anciãos amores
em meu sangue os vossos, os ossos, os humores
as fogueiras, os cedros, as macieiras
o fumo das taças, das entranhas, fulgores -
ao rubro nas vénias outonais a aura dos ancestrais.



quarta-feira, 28 de outubro de 2015












Ao primeiro olhar um súbito e iminente limiar, o da anterioridade, interior ao olhar, remoto abismo do alumbramento, a aparição do que não morre. É tão invisível que é impossível não ver.




terça-feira, 20 de outubro de 2015

Sideral, o corpo, eco e penumbra.

terça-feira, 6 de outubro de 2015



mar, mar, veio primal, o sal a mar, 
o mar, da terra o entoar, corpo areal, costa, crosta, gruta
ondas, a coroa, jóias, penas, barcos e sonhos de lonjura
pés nos grãos de areia, pêndulo e sol, números,
e os pássaros.




segunda-feira, 5 de outubro de 2015

calor, o outono desembrulha ao vento o ouro das árvores,
fado entorno, nudez do corpo, amor, húmidos e fogo
doçura, paixão e desprendida.