Luíza Dunas nasceu em Lisboa, que tem por sua terra oráculo, porto e pórtico das suas vi(r)agens.

Os escriptos surgem-lhe por obediência, assinalando imperativo que lhe inspira o cumprir de uma travessia revelatória de profundos, da qual se sente tão-só a decifradora e a primeira leitora.



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Tudo em pausa no sol do equinócio. Só o caniçal dança. E a criança.



domingo, 13 de setembro de 2015

Menina sobe às árvores, apanha as maçãs,  cheira as frutas, o melro na alegria da manhã, o esquilo salta, caem as primeiras chuvas de setembro.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

o cheiro da caruma
gaivota pousada no xisto
aqui estou, Senhora, atende-me ao corpo,
vento, rio, pranto.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015


silêncio,
semente, raiz, seiva, tronco, ramo, folha, fruto, casca, e o mar
nas árvores.


Setembro é uma cegonha.